Angola: Governo doa 180 dias para repatriar fundos depositados ilegalmente no exterior

  05 June 2018

O projeto de lei sobre o repatriamento de capital ilegalmente depositado no exterior foi submetido ao parlamento, e sua adoção deve ser uma mera formalidade porque o partido no poder tem uma maioria absoluta no parlamento. Esta promessa foi feita pelo Presidente João Lourenço em dezembro passado na conferência do MPLA sobre corrupção.

Durante esta conferência, o Presidente Lourenço pediu aos angolanos inescrupulosos, que tinham desviado dinheiro, para repatriar os fundos ilegalmente detidos no estrangeiro nos próximos meses, sob pena de arriscarem o processo. Mas ele também disse que um período de carência seria anunciado durante o qual os fundos poderiam ser repatriados e investidos na economia angolana sem fazer qualquer pergunta.

Uma estratégia que visa impulsionar o investimento nacional e combater a corrupção. Desde esta quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018, a promessa foi cumprida, está concluída.

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, disse quarta-feira em Luanda que o governo angolano daria 180 dias, ou 6 meses, a cidadãos nacionais residentes e empresas sedeadas em Angola para repatriarem os seus recursos. ilegalmente depositado no exterior.

Além desse prazo, o governo utilizará todos os instrumentos legais à disposição para rastrear e repatriar esses recursos, acrescentou o governador José de Lima Massano. A vontade declarada do novo Presidente angolano, de respeitar uma das prioridades do seu companheiro que é a luta contra a corrupção, é muito reveladora do método do novo Presidente e especialmente da nova liderança que ele quer incorporar, em completa ruptura com as velhas práticas denunciadas.

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